segunda-feira ,11 dezembro 2017
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32 deputados federais mineiros salvaram a pele de Temer e votaram à favor do arquivamento

Entre os mineiros, 32 deputados votaram à favor de Temer, e 19 parlamentares se posicionaram contra ele, e um deputado se absteve, que foi Rodrigo Pacheco, presidente da Comissão de Constituição e Justiça e um estava ausente, Mário Heringer que enfrenta problemas de saúde.

Depois de muita negociação, troca de cargos e a concessão de medidas polêmicas que envolvem R$ 12 bilhões, o presidente Michel Temer (PMDB) conseguiu nesta quarta-feira (25), na Câmara dos Deputados, derrubar a segunda denúncia da Procuradoria Geral da República. Com a decisão, o peemedebista só poderá ser investigado por obstrução à Justiça e formação de organização criminosa quando concluir seu mandato, ao fim de 2018.

No fim, 251 deputados votaram sim pelo arquivamento da denúncia contra Temer, e 233 votaram pela continuação da investigação. Houve duas abstenções e 25 ausências.

Apenas um mineiro mudou de voto em relação à primeira denúncia: Jaime Martins saiu do sim para o não nesta votação.

Apesar de a vitória ter sido obtida com facilidade no placar, o governo precisou suar para garantir que o caso fosse analisado ainda nesta quarta-feira (25). Durante toda a manhã e grande parte da tarde, a oposição conseguiu obstruir a votação. A estratégia foi não marcar presença para impedir que os governistas conseguissem os 342 votos necessários para abrir a sessão. A base aliada só conseguiu obter o quórum para o debate após as 17h.

Além de toda a tensão para conseguir levar os deputados ao plenário, o Palácio do Planalto ainda viu a saúde do presidente da República gerar preocupações na base. Justamente quando seus articuladores sofriam na Câmara, o presidente foi internado com uma obstrução urinária. Até que o estado de saúde do peemedebista fosse revelado, houve especulações e discursos pedindo a suspensão da votação na Casa. À noite, Temer recebeu alta do Hospital do Exército, em Brasília.

Força. A vitória na Câmara não traz apenas boas notícias para Temer. Até o fechamento desta página, havia uma tendência de que o presidente tivesse menos votos do que obteve na primeira vez em que foi denunciado. Com isso, ficou visível que hoje o tamanho da base é insuficiente para aprovar medidas difíceis, como as Propostas de Emenda à Constituição (PECs), que dependem de 308 votos para aprovação.

Além disso, durante a semana, deputados da base aliada disseram abertamente que não pretendem enfrentar mais pautas impopulares por Michel Temer. Assim, temáticas como a da reforma da Previdência dificilmente terão apoio maciço entre os aliados do presidente. A tendência é que o peemedebista permaneça na função até o fim de 2018, mas sem muita força para fazer mudanças pretendidas.

Além da diminuição clara da base aliada, Temer ainda pode ter outras preocupações vindas da Câmara dos Deputados. O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), avisou, durante a tramitação da denúncia, que iria fazer a análise dos pedidos de impeachment contra o presidente da República assim que fosse concluída a avaliação sobre as acusações atribuídas pela Procuradoria Geral da República (PGR).

Embora Rodrigo Maia sempre tenha dado a entender que rejeitaria os pedidos de impeachment contra Temer, nas últimas semanas ele enfrentou em uma série de polêmicas com o peemedebista, sobretudo após seus partidos entrarem em rota de colisão.

VEJA A LISTA DA VOTAÇÃO DOS DEPUTADOS FEDERAIS
A favor de Temer – 32
Ademir Camilo (Podemos)
Aelton Freitas (PR)
Bilac Pinto (PR)
Bonifácio de Andrada (PSDB)
Brunny (PR)
Caio Narcio (PSDB)
Carlos Melles (DEM)
Dâmina Pereira (PSL)
Delegado Edson Moreira (PR)
Diego Andrade (PSD)
Dimas Fabiano (PP)
Domingos Sávio (PSDB)
Fábio Ramalho (PMDB)
Franklin (PP)
Leonardo Quintão (PMDB)
Luiz Fernando Faria (PP)
Luis Tibé (Avante)
Marcelo Aro (PHS)
Marcos Montes (PSD)
Marcus Pestana (PSDB)
Mauro Lopes (PMDB)
Misael Varella (DEM)
Newton Cardoso Jr (PMDB)
Paulo Abi-Ackel (PSDB)
Raquel Muniz (PSD)
Renato Andrade (PP)
Rodrigo de Castro (PSDB)
Renzo Braz (PP)
Saraiva Felipe (PMDB)
Tenente Lúcio (PSB)
Toninho Pinheiro (PP)
Zé Silva (Solidariedade)
Contra o arquivamento – 19
Adelmo Leão (PT)
Eduardo Barbosa (PSDB)
Eros Biondini (PROS)
Gabriel Guimarães (PT)
George Hilton (PSB)
Jaime Martins (PSD)
Jô Moraes (PCdoB)
Júlio Delgado (PSB)
Laudivio Carvalho (Solidariedade)
Leonardo Monteiro (PT)
Lincoln Portela (PRB)
Marcelo Álvaro Antônio (PR)
Margarida Salomão (PT)
Padre João (PT)
Patrus Ananias (PT)
Reginaldo Lopes (PT)
Stefano Aguiar (PSD)
Subtenente Gonzaga (PDT)
Weliton Prado (PROS)
Ausente – 1
Mário Heringer (PDT)
Abstenção – 1
Rodrigo Pacheco (PMDB)

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