quarta-feira ,13 novembro 2019
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Após 4 anos da tragédia em Mariana, nenhum criminoso preso e nenhuma casa construída

Do dia 5 de novembro de 2015 até hoje, nenhum responsável pela tragédia foi punido ou preso. Muitos atingidos ainda não foram reconhecidos; as prometidas assessorias técnicas aos impactados não tiveram contrato assinado; e ainda há dúvidas sobre a qualidade da água e do pescado. “Estamos chegando aos quatro anos com poucos avanços concretos na reparação dos atingidos aqui no Espírito Santo. Temos muita dificuldade em avançar nos programas indenizatórios. De 100 mil cadastrados, temos em torno de 10 mil acordos feitos”, avalia o defensor público estadual Rafael Portella.

Entre as categorias com mais entraves no reconhecimento estão artesãos, lavadeiras, carroceiros, pescadores sem documentação e até mulheres, que tinham papel ativo na renda da família e são consideradas dependentes nos auxílios financeiros disponibilizados pela Fundação Renova, responsável pelos programas de compensação e reparação do rompimento da barragem.

Um relatório feito pela empresa Ramboll a pedido do MPF (Ministério Público Federal) aponta uma possível subestimação do número de pessoas vinculadas à cadeia de pesca afetadas. Um documento aponta 1.665 pessoas afetadas na cadeia da pesca em todo o rio Doce, enquanto outro indica 14.272.

Crescem até hoje os relatos nas comunidades de impactos da lama na saúde, como problemas na pele, no cabelo, no estômago. Além dessas situações, a depressão é um relato comum entre as pessoas que tiveram seu modo de vida alterado com a chegada da lama de rejeitos, explica Heider Boza, do MAB. No momento, tem sido feito um trabalho de elaborar planos de ação para fortalecer o SUS nos municípios, segundo o defensor público Rafael Portella.

Primeira localidade a ser atingida e destruída pela lama da barragem, o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), começou a ser reconstruído em outro local somente em julho deste ano. O terreno, em Lavoura, a 9km da área atingida, foi escolhido pela comunidade. Mas até hoje, nenhuma família foi reassentada. Foram oferecidas 414 moradias temporárias na cidade de Mariana para 255 famílias, segundo relatório da Ramboll, elaborado à pedido do MP.

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