terça-feira ,18 dezembro 2018
Página Inicial / GERAESTV / Copasa de Curvelo é multada em R$ 177 mil por fornecer água imprópria para consumo

Copasa de Curvelo é multada em R$ 177 mil por fornecer água imprópria para consumo

 

Investigação preliminar, instaurada pelo Ministério Público, apontou que companhia forneceu água com teor de chumbo acima do permitido, entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018.

Ministério Público de Minas Gerais multou a Copasa em R$ 177 mil devido às irregularidades na prestação do serviço em Curvelo, na região Central do estado. Segundo o MP, uma investigação preliminar foi instaurada após diversas reclamações dos moradores sobre a qualidade da água fornecida pela companhia.

A investigação, de acordo com o Ministério Público, comprovou que a Copasa “forneceu água imprópria para o consumo entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018, em decorrência da presença de chumbo em valor superior ao limite estabelecido pela legislação, além de alterações de cor e turbidez”.

A Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor instaurou um procedimento administrativo, que decidiu multar a companhia. O MP informou ainda que o valor é revertido ao Fundo Estadual de Defesa do Consumidor.

Moradores afirmaram que a água que chegava às torneiras estava com a coloração escura, com barro e diversos outros resíduos. A situação foi registrada em diversos bairros da cidade. “Estou desesperada. Crio três filhos lavando roupas e agora não posso trabalhar. A roupa sai suja. A água sai da cor de café há meses e ninguém faz nada. Nossa esperança acabou”, relatou uma das usuárias da água durvelo.

A água da COPASA chegava às torneiras dos consumidores com a coloração escura, com barro e diversos outros resíduos.

O que diz a Copasa

Em nota, a Copasa informou que a aplicação da multa pelo Ministério Público não é procedente e já recorreu da decisão. A Companhia disse que realiza coleta e a análise da água distribuída na cidade diariamente e afirmou que a água fornecida “atende a todos os parâmetros de potabilidade estabelecidos pelo Ministério da Saúde”.

“A presença do teor de chumbo acima do permitido pelo Ministério da Saúde foi detecta apenas em uma das coletas realizadas pela Companhia, no dia 2 de janeiro de 2018. Posteriormente, conforme determinado pelo órgão, a Companhia analisou o histórico de resultados referentes aos índices de chumbo na cidade e realizou novas coletas no mesmo ponto. O levantamento do histórico de registros e as novas coletas apontaram índices de chumbo inferiores ao estabelecido pela legislação”, diz a nota.

Ainda segundo a Copasa, as ações foram acompanhadas pela Vigilância Sanitária Municipal e Estadual, que comprovam os resultados por meio de análises independentes em seus laboratórios.

Sobre admin

Você pode Gostar de:

Sete Lagoas receberá uma ZPE-Zona de Processamento de Exportação que ligará ao Porto no ES

A Associação Comercial e Industrial de Sete Lagoas apresentou na quinta-feira (06), apresentou ao Poder …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *