sexta-feira ,21 fevereiro 2020
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Corpo do operário setelagoano foi encontrado soterrado em obra na Região Centro-Sul de BH

Vítima foi encontrada depois de seis horas de trabalho do Corpo de Bombeiros. A corporação confirmou a morte do trabalhador.

Depois de seis horas de trabalho, equipes do Corpo de Bombeiros encontraram o corpo do operário Cleiton Pereira, de 37 anos, morador de Sete Lagoas. O operário foi soterrado  em uma obra de um prédio residencial na Rua Piauí próximo com a esquina com a Rua Aimorés, no Bairro Funcionários, Região Centro-Sul. Por volta das 16h20, a corporação confirmou a morte de Cleiton.

Depois da divulgação da morte do operário ,  funcionários ficaram consternados no lado de fora da obra. Eles reclamaram que se os bombeiros os tivessem deixado tirar a terra, acreditam que o colega não teria morrido. Uma irmã da vítima chegou ao local pouco tempo depois. Ela informou que ficou sabendo do incidente com o parente por meio da televisão. Segundo ela, o trabalhador tem quatro filhos e a mulher dele está grávida do quinto.

O incidente aconteceu no fim da manhã de ontem, quarta-feira. Segundo o Corpo de Bombeiros, a vítima foi atingida por uma quantidade de terra que deslizou,  deixando o operário soterrado em um buraco aberto para a construção de um muro que fará a contenção do terreno vizinho. As causas ainda estão sendo apuradas.Os militares utilizam várias técnicas para realizar o salvamento. Entre elas, o rapel. “Como se trata de um local abaixo do nível do solo, se trabalha com segurança, então, para os bombeiros acessar a vítima, eles precisam descer com a técnica do rapel. Isso evita um novo acidente”, disse o tenente.

As causas do incidente ainda serão apuradas. “Quando os bombeiros chegaram ao local, trabalhamos com as nossas escoras. Ainda não foi possível visualizar se existe ou não segurança. Essa informação só poderá ser confirmada com o trabalho da perícia”, completou o tenente.

A Defesa Civil de Belo Horizonte também acompanhou os trabalhos. Uma análise inicial do órgão municipal indicou que a norma de segurança não foi totalmente seguida. “Existe a norma, e é preciso ter um bolsão. A princípio não teria o bolsão. Quando faz um tubulão, tenho que ter uma bolsa que vai dar o suporte para eu entrar e ter acesso a essa fundura. Pois, se algo cair, estou protegido com o bolsão”, contou Marcus Vinícius Vittório, da Defesa Civil.

 

Vítima avisou sobre o perigo

Segundo colegas, momentos antes da tragédia, Cleiton Pereira havia avisado sobre o perigo no local. Isso porque uma escavadeira estava em ação no momento em que Cleiton estava dentro do buraco, fazendo uma fundação de 12 metros de profundidade, segundo relato de colegas de trabalho. Ele trabalhava como tubuleiro na obra da construtora Terrazas, na rua Piauí, entre Aimorés e Timbiras. A obra foi interditada pela Defesa Civil.

Para ele, faltou atenção dos engenheiros responsáveis pela obra. “Faltou bom senso dos responsáveis. O engenheiro devia ter subido para não deixar a máquina transitando”, disse. Funcionários relataram que Cleiton usava capacete, cinto de travamento, luva e protetor auricular, que sem isso os superiores não deixam trabalhar.

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