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Delegados concederam entrevista coletiva sobre o caso do vereador Marcelo Cooperseltta

Os delegados da Polícia Civil, Domiciano Monteiro e Gabriel Fonseca concederam hoje em Sete Lagoas, uma entrevista coletiva sobre a investigação de possível rachadinha envolvendo o vereador Marcelo Cooperseltta e seus assessores e ex-funcionários.  O vereador é suspeito de peculato (rachadinha), fraudes em licitação e intimidação a testemunhas e responde a pelo menos cinco inquéritos policiais.

Entrevista coletiva à imprensa no Departamento Estadual de Combate à Corrupção e a Fraude.

 

A operação teve início por volta das 8h. Segundo a Polícia Civil, além do gabinete na Câmara, os policiais apreenderam documentos na casa do parlamentar e em outros cinco endereços relacionados às investigações de crimes praticados contra a Administração Pública.

Toda a ação foi chefiada com o apoio da delegada do setor de inteligência da Delegacia Regional de Sete Lagoas, Daniela dos Santos Silva, sob o comando do Delegado Domiciano Monteiro de Castro Neto, da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção de Minas Gerais, e apoio de Gabriel Fonseca.

Vereador Marcelo Cooperseltta (MDB).

 

Segundo o delegado Dr. Luciano, as investigações iniciaram com uma denúncia anônima. “A partir daí a Delegacia fez as diligências para apurar os fatos e aprofundar as informações.”, disse.

De acordo com a Polícia Civil, em seguida foram tomadas as medidas cautelares para a busca da materialidade dos crimes contra a Administração Pública que estão sendo investigados: peculato (rachadinha), intimidação de testemunhas e fraudes em licitação.

Durante a operação da manhã desta terça-feira, foram recolhidos diversos documentos em sete alvos, todos ligados ao vereador Marcelo Cooperseltta e também ao seu cunhado: no gabinete do vereador, em sua casa, em um sítio da família em Paraopeba. “Em todos esses endereços foram arrecadados aparelhos eletrônicos, celulares, computadores, notebooks, equipamentos de armazenamento de informações e vários documentos, os quais indicam um caminho firme das investigações.”, informou um dos delegados.

De acordo com o delegado, foi apreendida uma arma de fogo na casa de Cooperseltta, sendo que o documento de registro da mesma foi encontrado no sítio em Paraopeba, cuja veracidade precisa ainda ser confirmada.

O mesmo delegado ressaltou que a investigação terá outros desdobramentos, com mais coisas a serem apuradas. “Mas normalmente esse tipo de investigação busca a verificação de questões tais como enriquecimento ilícito e prejuízo ao erário público.

Em relação ao crime de peculato, a Polícia Civil explicou que trata-se da utilização em benefício próprio de algo ligado a Administração Pública. “No caso, há alguns fatos iniciais que demonstram que o vereador Marcelo se beneficiou diretamente de recursos e serviços da Administração Municipal e em benefício de terceiros. O fato ocorreu tanto na atividade enquanto vereador, quanto no período em que esteve como secretário municipal. Não podemos falar quem ele beneficiou, mas isso aconteceu!”, enfatizou um dos delegados.

Ele também ressaltou que a princípio, Marcelo Cooperseltta é investigado, havendo cerca de cinco inquéritos, e ainda não há nenhum mandado de prisão contra ele.

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