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“Dengo” e “Mineirinho”: Senadores mineiros aparecem no listão e teriam recebidos mais de R$10 milhões

ANASTASIA E AÉCIO – “Dengo” e “Mineirinho”, como os senadores são identificados na lista da Odebrecht, teriam recebido R$ 10,72 milhões.

 

Os senadores e ex-governadores de Minas Gerais, Antonio Anastasia e Aécio Neves, ambos do PSBD, encabeçam o “listão”. Juntos, “Dengo” e “Mineirinho”, como são identificados na planilha, teriam recebido R$ 10,72 milhões.

Anastasia teria sido o principal beneficiário, com recebimento de R$ 5,47 milhões em 2010, quando era candidato a governador do Estado. Ele também teria recebido R$ 3 milhões em uma dobradinha com o então candidato ao governo de Minas, Pimenta da Veiga (PSDB), o “Gordo”, em 2014. Na época, Anastasia era candidato ao Senado.

 

 

Delação contra Aécio Neves

O empreiteiro Marcelo Odebrecht,  afirmou em delação premiada à Procuradoria-Geral da República, no âmbito da Operação Lava Jato, que a empresa fez doações para o senador potiguar José Agripino Maia em 2014 a pedido do então candidato a presidente Aécio Neves (PSDB), senador por Minas Gerais. À época, Agripino, presidente nacional do Democratas desde 2011, era coordenador da campanha presidencial tucana.

Em seus depoimentos, cujos sigilos foram levantados nesta semana, Marcelo revelou que todos os políticos trabalham com dinheiro não contabilizado em suas campanhas. “Todo mundo sabia que tinha caixa dois. […] Não existe ninguém no Brasil eleito sem caixa dois. […] Esse crime eleitoral todo mundo praticou”, afirmou o empreiteiro.

Mais delação

O ex-superintendente da Odebrecht em Minas Gerais Sérgio Neves disse em um dos termos de sua delação premiada que o grupo pagou caixa dois para campanhas de Aécio Neves e Antonio Anastasia, do PSDB-MG, por meio de contratos fictícios com a empresa do marqueteiro Paulo Vasconcelos do Rosário Neto. Os pagamentos nessa modalidade teriam totalizado R$R$ 4,8 milhões.

Ele contou a procuradores que, em junho de 2009, foi procurado pelo ex-diretor da Odebrecht Benedicto Júnior, que relatou que havia acertado com Aécio um apoio para a pré-campanha de Anastasia ao governo de Minas, no valor de R$ 1,8 milhão. Para camuflar o pagamento, segundo Sérgio Neves, foi feito um contrato fictício de publicidade entre a Odebrecht e a empresa do publicitário Paulo Vasconcelos. De acordo com ele, o pagamento foi feito em 12 parcelas de R$ 150 mil, entre junho de 2009 e julho de 2010. “Os valores foram pagos integralmente sem que nenhum serviço tivesse sido prestado”, disse o delator.

Ele também relatou que, no começo de 2014, foi novamente procurado por Benedicto Júnior, que disse ter acertado com Aécio uma contribuição de R$ 6 milhões para sua campanha à presidência. Sérgio Neves falou que então se reuniu diversas vezes com Paulo Vasconcelos para discutir como viabilizar um contrato fictício nesse montante. “Eu estava desconfortável em fazer um contrato sem prestação de serviço no valor de R$ 6 milhões. Então, eu sugeri, vamos fazer R$ 3 milhões e os outros R$ 3 milhões deixamos para o início de 2015.” O primeiro contrato, segundo Sérgio Neves, foi feito em duas parcelas de R$ 1,5 milhões, que teriam sido pagas em maio e junho de 2014. No início de 2015, Paulo Vasconcelos teria procurado o executivo para cobrar o saldo remanescente de R$ 3 milhões. O ex-superintendente da Odebrecht em Minas afirmou, porém, que estava desconfortável em fechar um novo contrato nesse valor, ainda mais tendo em vista “o cenário que não estava adequado”, com a Operação Lava-Jato avançando sobre políticos e empreiteiros.

 

 

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