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Em solidariedade ao fisiculturista setelagoano morto em boate, Skank cancela show

Banda mineira se disse pouco à vontade para fazer show em momento tão delicado

Após a morte do fisiculturista Allan Guimarães Pontelo, natural de Sete Lagoas, na boate Hangar 677, de BH, a banda mineira Skank decidiu cancelar a apresentação agendada para a próxima quarta-feira (6) na casa noturna.

 

 

Em nota publicada em seu perfil no Facebook, a banda diz sentir-se pouco à vontade para fazer o show “num momento tão delicado, de tristeza”.

No comunicado, a banda comandada por Samuel Rosa diz prestar solidariedade a todos os envolvidos e pede que os fatos sejam rapidamente elucidados.

No dia 6, véspera do feriado, o Skank comemoraria os 20 anos do disco Samba Poconé com um show na boate Hangar 677. Nova data de show em BH deve ser anunciada pela banda.

“Gostaríamos de pedir às pessoas que já compraram ingressos que se dirijam aos pontos de vendas para que possam receber o dinheiro de volta”, diz a nota.

A morte do fisiculturista

O fisiculturista sete-Lagoano Allan Guimarães Pontello, de 25 anos, morreu ao se envolver em uma confusão na boate Hangar 677, no Bairro Olhos D’Água, em Belo Horizonte, na madrugada deste sábado (2). As circunstâncias do fato apontam versões contraditórias entre testemunhas e o relato oficial do estabelecimento.

De acordo com reportagem publicada pelo Portal O Tempo, um dos amigos da vítima alegou que os funcionários da boate forçaram a saída dele do local em meio a agressões. A 126ª Cia. do 5º Batalhão da Polícia Militar confirmou que ele tinha hematomas pelo corpo. Já os organizadores do evento alegam que Allan foi flagrado com drogas no local e que, ao ser abordado pelos seguranças, ficou exaltado e teve um ataque cardíaco.

O fato foi informado à PM pelos próprios organizadores do evento, por volta das 2h50 da madrugada. O tenente Jerry Adriano Martins de Abreu informou que os responsáveis pelo estabelecimento disseram que o fisiculturista foi abordado pelos seguranças com ecstasy e papelotes de substância semelhante à cocaína. “Os funcionários afirmam que a vítima ficou muito exaltada e que teve um mal súbito. Paramédicos que estavam no local teriam tentado reanimá-lo por mais de uma hora, entretanto, o rapaz não resistiu e faleceu no local por volta das 2h50”, contou o militar.

Ainda de acordo com o militar, um amigo da vítima afirmou que logo após Allan ter sido abordado no banheiro, os seguranças o levaram para um local isolado. “O amigo disse que não conseguiu ver o que aconteceu com Pontelo depois. Ao procurar o amigo, ele o encontrou recebendo massagem cardíaca e que, ao se aproximar, ele já estava morto”, completou o tenente.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a perícia foram até a boate. A vítima apresentava vários arranhões pelo corpo e lesões nos dedos dos pés. A corrente que ele estava no pescoço apresentava marcas de sangue e a blusa dele estava rasgada. O corpo foi encaminhado para o Instituto Médico Legal (IML) da capital.

No carro da vítima, um HB20 F, foram achados apenas um pote de whey protein e de glutamina. Já os vigias afirmam ter encontrado no bolso do rapaz 68 comprimidos de ecstasy e dois papelotes de cocaína.

O boletim de ocorrência foi registrado como lesão corporal, seguida de morte. O tenente que conduz o caso explicou que a causa da morte somente poderá ser confirmada após uma autópsia e que o resultado deve sair em 30 dias.

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