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Ministro sírio diz que EUA viraram parceiros de terroristas

O Comando do Exército da Síria classificou nesta sexta-feira,07, o ataque dos Estados Unidos contra a base aérea de Shayrat como uma “agressão” e disse que com essa ação Washington se transformou em um “parceiro” dos terroristas.Vídeo mostra o momento em que EUA dispara mísseis contra base síria.

Os Estados Unidos lançaram 59 mísseis sobre a Síria na madrugada desta sexta-feira,07 (horário sírio) em retaliação ao suposto ataque químico, atribuído ao governo sírio, que matou pelo menos 80 pessoas, entre elas 27 crianças, na última terça-feira.

O bombardeio foi ordenado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que até o ataque químico citava Bashar al-Assad como um aliado na guerra contra o terror.

De acordo com o Exército sírio, seis pessoas morreram no ataque.

Nove aeronaves militares sírias teriam sido destruídas, segundo o canal de notícias russa Rossiya 24, que teve acesso ao local. Os hangares onde estavam os aviões teriam sido atingidos. A pista não foi danificada, mas estava coberta por estilhaços.

A Síria classificou o ataque norte-americano como uma ação “tola e irresponsável”.

“O que a América fez não é nada menos que uma atitude tola e irresponsável, que só revela sua visão míope e cegueira política e militar em relação à realidade”, informou o gabinete de Bashar al-Assad.

 

  O presidente Trump mencionou imagens de crianças sofrendo ao falar de ataque à Síria.

O ataque deixou pelo menos seis mortos, dezenas de feridos e “grandes perdas materiais”, segundo afirmou um porta-voz do Comando em um pronunciamento em Damasco, divulgado pela televisão oficial.

O porta-voz afirmou que o ataque “faz dos EUA um parceiro” do Estado Islâmico (EI) e do Frente al Nusra (atual Frente de Conquista de Levante) que se desvinculou da Al Qaeda no ano passado e ressaltou que se trata uma ação “ilegal” e “contrária” ao direito internacional.

Segundo o Comando do Exército, o bombardeio está na linha da estratégia americana, que “desde o primeiro dia” pretende “enfraquecer” as capacidades militares da Síria em sua luta contra o terrorismo.

A resposta de Damasco será “insistir em seu dever nacional de defender os sírios e lutar contra o terrorismo e estabelecer de novo a segurança na Síria”.

Além disso, voltou a rebater as “justificativas” dos EUA para lançar o ataque, que segundo afirmação do presidente Donald Trump, representa uma represália ao suposto bombardeio com armas químicas contra a cidade de Jan Shijun, e ressaltou que Washington “”não sabe a verdade sobre o que aconteceu e quem é o responsável”.

As autoridades de Damasco reconheceram que realizaram o bombardeio contra Jan Shijun, na última terça-feira, mas negaram de maneira categórica o uso de armas químicas.

De acordo com a versão síria, eles atingiram um depósito de armas químicas do Frente al Nusra.

A ONU confirmou que pelo menos 70 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas, embora o Observatório Sírio de Direitos Humanos tenha elevado o número de mortos para 86 e a Defesa Civil falou de mais de 300 feridos.

Tomahawk

Usado pelos EUA no ataque, o Tomahawk é um míssil de seis metros de comprimento, e se desloca a mais de 1.100 km/h com alcance de até 2.500 km. Ele pode voar próximo do solo, o suficiente para surpreender artilharias antiaéreas em terra.

  • Arma de longo alcance projetada para atingir alvos estratégicos com mínimo dano colateral
  • Capaz de lançar ogiva de 450 kg em raio de até 2.500 km
  • Voa em baixas ou altas altitudes

Foi projetado inicialmente para lançar cargas nucleares, mas se mostrou útil no lançamento de bombas convencionais nas duas guerras do Iraque e contra alvos sérvios na guerra dos Bálcãs nos anos 1990.

Cada míssil leva uma bomba de 450 kg, projetada para penetrar em edifícios reforçados de concreto. Os EUA lançaram dezenas desses mísseis durante a primeira onda de ataques contra o EI na Síria em setembro de 2014.

 

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