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Na beira do caos, SAAE compromete 40% da receita com salários de funcionários

 

Afundada numa das suas piores crises de gestão administrativa e institucional, o SAAE – Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Sete Lagoas na gestão do prefeito Leone Maciel, vem sendo criticado severamente pela população que cobram por serviços de qualidade da autarquia.

 

Desde que a Prefeitura Municipal de Sete Lagoas declarou estado de emergência no serviço de abastecimento de água do município, por meio do decreto nº 5.688 de 27 de abril de 2017, solicitada pelo novo presidente do SAAE, Arnaldo Nogueira, com base nos relatórios e análises feitos pela autarquia,em que considerou, entre outros pontos, vários problemas de ordem operacional, técnicos, de qualidade e de falta de água em diversos bairros de Sete Lagoas, além do tempo demandado para a realização do processo de licitações (preparo, confecção e publicação de editais, abertura de propostas, julgamento e prazos para eventuais recursos), as cobranças em outros setores da empresa não pararam.

Desta vez, os vereadores da Câmara Municipal de Sete Lagoas, foi quem pediram mais explicação dos gestores do SAAE em uma reunião ordinária realizada na última terça-feira (03),  com a presença do presidente interino do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), Geraldo Donizete, que ocupou a tribuna para falar sobre a folha de pagamentos da autarquia.

Durante sua explanação Donizete esclareceu que o SAAE tem hoje 569 servidores ativos, 375 efetivos, 154 em contratos temporários de trabalho fora pensionistas, inativos e 30 servidores em cargos comissionados. O total geral é de 626 pessoas lotadas na autarquia. A folha de pagamento mensal que hoje é de R$ 2 milhões consome aproximadamente 40% da receita que é de R$ 5 milhões, de acordo com o gestor. “A folha está acima do que desejamos,” disse.

A justificativa apresentada para a alegação de “cabide emprego” é que em 2008 um concurso público realizado não contemplou entre os requisitos uma prova de aptidão. Por esse motivo mulheres e pessoas com deficiência foram admitidos para serviços braçais. “E essas pessoas não tem condições físicas para a atividade e tivemos de colocar outras pessoas no lugar. Não podemos ficar sem trabalhador braçal ”, lamentou o Presidente Interino, Geraldo Donizete

Autor do requerimento para a presença do presidente, Milton Martins (PSC), reafirmou que existe sim o cabide de emprego, e isso já ficou claro em várias reuniões em que esteve com Arnaldo Nogueira. De acordo com o vereador, é preciso que se mexa no cabide de emprego, e nos contratos”. O vereador ameaçou ainda deixar a liderança do prefeito na Câmara e a votar contra um possível empréstimo para o SAAE fazer adequações na ETA se não for tomada nenhuma providência.

O vereador Dr. Euro defendeu um aumento na gratificação para que os servidores trabalhem motivados e também que aconteça um enxugamento da máquina,que adiantou também voto contrário a um possível empréstimo.

O vereador Gonzaga (PSL) questionou a taxa de coleta de esgoto e classificou como “diabólico” o tributo cobrado pelo SAAE.

O presidente da Câmara, Cláudio Caramelo (PRB) encerrou o debate opinando que houve um erro de planejamento porque “o plano de cargos e salários antecede ao concurso público. No caso foi feito o concurso e agora estão mexendo no plano de carreiras”.
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