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NEGLIGÊNCIA E COVARDIA – Governo de Pimentel comprou 300 ambulâncias que foram abandonadas em pátios e garagens de BH

Aproximadamente 300 veículos novos comprados pelo governo de Fernando Pimentel (PT) por meio da Secretaria Estadual da Saúde de Minas Gerais (SES-MG), estão abandonados, entre eles ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). As ambulâncias  foram deixadas em cinco garagens em Belo Horizonte.

Centenas de ambulâncias novinhas foram abandonadas em garagens de BH pelo Governo de Minas.

Comprados na gestão do ex- governador Fernando Pimentel (PT), parte desses automóveis está há pelo menos sete meses acumulando poeira em pátios. Para apurar o motivo de esses carros não terem sido distribuídos para cidades e consórcios, o Estado instaurou uma sindicância.

As reportagens vieram à tona após o deputado estadual Cleitinho Azevedo (PPS) gravar vídeos denunciando o abandono dos veículos. As duas publicações tinham até ontem, juntas, cerca de 1,5 milhão de visualizações. O que mais chama atenção é um galpão no bairro Cachoeirinha, na região Noroeste, onde estão estacionados 87 micro-ônibus 0 km.

Em outro pátio do Executivo, localizado no bairro Gameleira, região Oeste, haviam 19 carros da Secretaria da Saúde (SES), sendo 12 deles ambulâncias pequenas, uma picape e seis veículos de passeio. Todos ainda com plásticos nos bancos e sem emplacamento.

“São veículos 0 km abandonados em lugares que não estão cobertos, na chuva e no sol. Isso é o mau uso do dinheiro público. Com o vídeo, a gente mostra para a população o que um requerimento não consegue mostrar. Então, isso pressiona o poder público e, a partir disso, começam a chegar mais denúncias”, explicou Cleitinho Azevedo. O deputado ainda cobrou explicações da SES, por meio de requerimento, e espera resposta.

O assessor estratégico da secretaria, Bernardo Ramos, conta que em um dos endereços há 59 caminhonetes Mitsubishi L200 compradas para atender as equipes de combate à dengue. Segundo ele, foi descoberto que os carros estão parados por problemas em licitação para instalar o fumacê.

Questionado sobre o valor total empenhado pela gestão de Pimentel para a compra desses 300 veículos, Ramos afirmou que ainda não é possível estimar, mas exemplificou que, se for levado em conta que o valor médio do modelo da picape é de R$ 100 mil, o poder público já teria desembolsado R$ 6 milhões com 20% da frota total desses automóveis parados.

Motivos

Ramos explica que a sindicância foi aberta na segunda semana de governo de Romeu Zema (Novo), após prefeitos e consórcios de saúde procurarem o Estado no dia 3 de janeiro para reivindicar veículos prometidos a eles pela gestão de Pimentel. Em alguns casos, duas cidades apresentaram o mesmo número de chassi. Além disso, alguns teriam sido entregues no “apagar das luzes”, entre 29 e 31 de dezembro.

Ramos detalha que o processo, conduzido pela Subsecretaria de Inovação e Logística em Saúde, está em fase final de apuração do processo de compra, de liquidação e de entrega (que pode ou não ter ocorrido) no período eleitoral e no final de 2018. Agora, deve-se iniciar a análise dos critérios de distribuição que, se forem técnicos, vão ser mantidos. A expectativa é finalizar a sindicância neste mês para entregar os carros em março.

“Queremos resolver isso o quanto antes porque o governo não tem interesse de ficar com nenhum carro na garagem gerando custo de manutenção, enquanto eles deveriam estar com quem precisa: municípios, cidadãos e consórcios”, disse. Ainda segundo ele, se constatada ilegalidade, os responsáveis vão responder.

 

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