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O quarto rapaz envolvido na morte da promotora de vendas é preso

O quarto suspeito de envolvimento no sequestro e morte da vendedora Adriana Maria da Cruz, de 39 anos, foi preso na tarde de terça-feira (11). A informação foi confirmada pelo delegado Wesley Geraldo Campos, da 4ª Delegacia de Polícia Civil de Contagem. Ele não disse, no entanto, para onde o detento, de 19 anos, foi encaminhado.

 

Na noite do último domingo (9), o suspeito se apresentou à Delegacia de Plantão de Contagem onde foi ouvido e liberado. Segundo a corporação, o jovem não permaneceu detido porque o período de flagrante já havia passado. Dessa forma, a delegada de plantão pediu à Justiça a prisão do rapaz, que foi acatada nesta terça. O crime aconteceu na sexta-feira (7).

Segundo Campos, uma das linhas de investigação seguidas pela polícia é a de que os criminosos mataram a vítima para não serem reconhecidos depois. O suspeito de 19 anos preferiu se manifestar apenas em juízo. Os outros três teriam relatado que não concordaram com o assassinato.

 

Protesto de familiares

Parentes e amigos da vítima foram até a delegacia, em Contagem, para fazer um protesto pacifico. Vestidos com camisas com o rosto de Adriana, eles se sentiram mais aliviados com a prisão do quarto suspeito.

“Acabaram com uma família feliz, acabaram com os sonhos dela. Poderiam ter ficado com o carro e a deixado ir”, disse Cleyson de Andrade, amigo de Adriana.

 

O CRIME

Câmeras de segurança flagraram a mulher sendo escoltada pelos supostos sequestradores. As imagens foram divulgados pelo marido de Adriana no Facebook. Em um dos vídeos, é possível ver os indivíduos entrando no carro da promotora de vendas, um Focus Sedan. Já na saída do estacionamento, um deles aparece sentado no banco traseiro do veículo.Vítima, que teria sido enforcada com cadarço de tênis, foi localizada na lagoa Várzea das Flores, em Betim. O circuito de câmeras do estacionamento do shopping registrou a ação.

 

Adriana Maria da Cruz, 39 anos,foi encontrada morta na noite desse sábado (8). Ela foi rendida e levada dentro do carro no estacionamento do centro de compras onde fica a Leroy Merlin, empresa onde trabalhava, em Contagem, na região metropolitana, na última sexta-feira. Os bandidos usaram um cadarço de tênis para enforcar Adriana.

Este era o carro, Ford Focus ano 2003, dirigido por Adriana, no momento do sequestro no estacionamento do Shopping

O corpo foi achado na lagoa Várzea das Flores, em Betim, cidade vizinha, na noite de anteontem. Ela estava desaparecida desde quando largou o trabalho como vendedora na Leroy. O marido, instrutor de auto-escola, a aguardava em um churrasco.

Dois rapazes a rendeu alheios às câmeras que registraram parte do crime e em meio a diversos carros. Eles saíram pela cancela do estacionamento com ela dirigindo. Segundo a Polícia Civil (PC), o crime foi confessado por um dos envolvidos, que afirmou ter enforcado Adriana com o cadarço para roubar o carro, escolhido aleatoriamente, sem mais “justificativas”, o que indignou internautas e familiares.

 

“A violência venceu desta vez! A família e os amigos mais próximos estão todos chocados com tamanha brutalidade e falta de segurança”, disse um dos enteados de Adriana, Daniel Lacerda, de 23 anos. Ela tem um filho de 12 e mais três enteados.

Com amigos, na porta da delegacia, Lacerda desabafava: “Matou minha mulher por causa de um carro velho”. O Ford Focus sedan, de 2003, era do instrutor, e ficou com a mulher para que ela não voltasse tarde de ônibus. Naquela sexta-feira, Adriana fez hora extra, pois costuma sair às 18h, para pegar a cesta básica oferecida pela empresa. Ia fazer uma semana que ela começou a trabalhar na loja em Contagem, onde morava com o instrutor – ela atuava na filial do Belvedere, na capital.

Lacerda passou o sábado em busca da vendedora, com quem estava há seis anos. Ele pegou uma moto com amigos e rodou em vários lugares. Publicou nas redes sociais o sumiço de Adriana, compartilhado milhares de vezes. Neste domingo,decepcionado por não ter encontrado a mulher viva, ele desabafou: “O que ia me aliviar era saber que Adriana está viva”, disse Lacerda.

O crime

Após investigar o desaparecimento e o roubo do carro, a PC concluirá o inquérito como latrocínio – roubo seguido de morte – em até dez dias. Três jovens, de 25, 18 e 19 anos e um menor, de 15 anos, participaram do crime e serão indiciados, mesmo que apenas um tenha confessado, conforme a PC.

Após o crime, um deles levou o carro a uma oficina para instalar um som, e então os policiais localizaram os outros três, incluindo o menor, anteontem. O de 19 anos estava foragido até o fechamento desta edição.

Clientes assustados

O assassinato da vendedora deixou preocupados clientes da loja Leroy Merlin e do Itaú Power Shopping, ao lado, que usa o mesmo estacionamento. O marido da vítima, Marcelo Lacerda, pretende processar os responsáveis. “Eles tinham que cuidar da segurança dos funcionários. A pessoa sai do shopping e é sequestrada? Tinha que ter um filho de Deus olhando lá. Para que tem cancela e cobra estacionamento, se não serve para nada?”, questionou.

Frequentador do shopping, o vendedor de carros Felipe Martins, de 26 anos, disse que costuma ver seguranças rodando pelo local, mas acredita não ser o suficiente. “Depois disso, poderia aumentar o número de pessoas que cuidam da segurança”, sugeriu.

O Itaú lamentou o sequestro e esclareceu que a gestão do estacionamento externo, onde a vítima foi abordada, não é de responsabilidade deles. “Cabe ao shopping gerenciar a segurança no espaço interno do mall e também no estacionamento coberto”, informou o centro de compras, em nota.

A Estaciotec, responsável pelo estacionamento, foi informada por um funcionário que ninguém comentaria o caso e todas as informações haviam sido passadas para a polícia. A Leroy Merlin não quis comentar o caso.

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