segunda-feira ,11 dezembro 2017
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OUTUBRO ROSA: mês de conscientização contra o câncer de mama

Neste mês de Outubro, o laço cor de rosa entra em cena para expressar união na luta contra o tipo de neoplasia mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo, depois do de pele não melanoma. Responde por cerca de 28% dos novos casos a cada ano e,em Minas, esse número é de 48,19.

Diagnósticos com maior eficácia, tratamentos cada vez mais individualizados e medicamentos modernos fazem diminuir o desconforto e elevar a autoestima e as chances de cura de guerreiras para quem só importa vencer a doença e seguir vivendo.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), serão registrados no país 596 mil novos casos de câncer em 2017. Entre os homens, são esperados 295,2 mil novos casos, e entre as mulheres, 300,8 mil. Desses, 57.960 serão novos casos de câncer de mama. A expectativa é de que Minas Gerais tenha 8,9% desse total, com 5.160 doentes.

Apesar de números alarmantes, a prevenção não é nenhum bicho-papão. Cerca de 30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis, como atividade física regular, alimentação saudável, peso corporal adequado, evitando-se o consumo de bebidas alcoólicas e a amamentação.

 

Sem causa definida


Ao contrário de outros tipos de cânceres, o de mama não apresenta origem específica. Há vários fatores associados, entre eles, comportamentais, ambientais, hormonais e genéticos

A cada seis horas, uma mulher recebe o diagnóstico de câncer de mama no Brasil. Por isso, tudo o que se falar sobre a doença ainda é pouco. Também pudera. Esse é o tipo de neoplasia que mais atinge pacientes em todo o mundo e no país. Números alarmantes dão a dimensão da importância de se discutir o assunto em escala superior. Para este ano, são esperados 57.960 novos casos. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (Inca), a incidência tende a crescer progressivamente a partir dos 40 anos. A mortalidade também aumenta progressivamente com a idade. Na população feminina abaixo dessa faixa etária ocorrem menos de 10 óbitos a cada 100 mil mulheres. Já a partir dos 60 anos, o risco é 20 vezes maior.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia/Regional Minas Gerais, Waldeir José de Almeida Júnior, embora com tantas informações e campanhas, o câncer de mama tem números altos por causa de uma particularidade: a maioria dos cânceres tem causa definida, mas esse não. “Há vários fatores associados, entre eles, comportamentais, ambientais, hormonais e genéticos. Em função disso, não tem como atuar em uma causa específica”, afirma o mastologista.

Ele ressalta que o aumento da incidência está relacionado, principalmente, a fatores comportamentais. Sabe-se que o uso de álcool aumenta a incidência. Assim como falta de atividade física, obesidade, uso de hormônios, o fato de a mulher não ter filhos ou tê-los tardiamente (depois de 35 anos), amamentar pouco. “Tudo que não havia no passado agora tem, e muito. Mas vários fatores de risco são modificáveis. Você pode modificar em relação à obesidade, atividade física e ingestão de gorduras saturadas”, destaca.

Outro fator é o aumento do diagnóstico precoce em razão do rastreamento feito por meio da mamografia, preconizado pela Sociedade Brasileira de Mastologia para ser feita anualmente em mulheres a partir dos 40 anos. No sistema público, no entanto, a realidade é outra. O Inca recomenda que seja feita entre os 50 e os 69 anos, a cada dois anos, deixando, nesse intervalo, milhares de pacientes vulneráveis à doença. “Não concordamos com essa recomendação, pois sabemos que 23% dos cânceres de mama ocorrem em mulheres com menos de 50 anos. A idade é um fator de risco isolado. A pessoa mais velha tem mais chance de ter a doença que uma mais jovem sem doença de base ou comorbidade”, ressalta Waldeir Júnior.

DIREITO

A Lei 11.664, de 2008, que dispõe sobre a efetivação de ações de saúde que assegurem a prevenção, a detecção, o tratamento e o seguimento dos cânceres do colo uterino e de mama no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), prevê a mamografia a partir dos 40 anos. “Mas a lei não é seguida. O SUS só faz a partir dos 50 anos”, diz. “Mulheres que fazem rastreamento mamográfico anual diferente das outras têm oportunidade de diagnóstico precoce e de fazer um tratamento mais conservador (retirada apenas do nódulo, seguida pela radioterapia), ter mais chance de cura e menos sequela.” O mastologista explica que um câncer inicial pode chegar a 100% de cura, enquanto, em estado avançado, tem menos de 50%. Nos estágios mais adiantados, é alto também o índice de mortalidade – acima de 50%.

Já o autoexame, até pouco tempo tão propagado como forma de rastreamento, é agora algo do passado. “Não recomendamos como método de rastreamento. O diagnóstico de forma subclínica (sem tumor palpável) só se manifesta no exame de imagem (mamografia, ressonância magnética e ultrassom de mama). O autoexame só é perceptível no tumor acima de 1cm e palpável, ou seja, quando já está em estágio avançado da doença”, afirma o presidente da Regional Minas Gerais da Sociedade Brasileira de Mastologia.

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