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Paralisação das obras de construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Sete Lagoas gera preocupação à população e ao membros do subcomitê Jequitibá

A paralisação das obras de construção da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) do município de Sete Lagoas, na região do Médio Alto Rio das Velhas, tem gerado preocupação à população local e aos membros do Subcomitê Jequitibá, pertencente ao Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas).

Há 12 anos a população espera a construção da ETE, que uma vez pronta deverá permitir uma melhoria significativa no saneamento básico. Todo o esgoto da região será recolhido pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) e tratado antes de ser despejado nos mananciais de água e, consequentemente, no Rio das Velhas. As obras foram iniciadas no início de 2018 e estão paralisadas desde o dia 30 de agosto.

O senhor José da Costa vive há quase 60 anos na comunidade Saco da Vida, próximo à Sete Lagoas. Um curso d’água límpido passa aos fundos de sua casa e desagua no ribeirão Jequitibá, já poluído. Pensando na melhoria dos recursos hídricos da região, Seu Zé da Costa, como é conhecido, foi um dos primeiros membros do Subcomitê Jequitibá e batalha pela qualidade da água na região há mais de 20 anos. “Eu costumava pescar com minha esposa no ribeirão Jequitibá. Agora o que vemos é só esgoto. Fiquei muito esperançoso quando a construção da ETE de Sete Lagoas teve início. Quero voltar a pescar no Jequitibá. O sonho da nossa comunidade é ver o curso d’água limpo. Além do que as nossas terras foram desvalorizadas pelo esgoto”, disse.

O membro do Subcomitê Ribeirão Jequitibá, Nivaldo dos Santos, explica que o ribeirão Jequitibá na região de Sete Lagoas está extremamente poluído. “É uma vergonha ver um curso d’água tão poluído. Quem perde com a paralisação das obras é a população da bacia do ribeirão Jequitibá, a fauna e a flora. Precisamos preservar os cursos d’água que ainda são limpos e recuperar os que estão poluídos”, afirmou.

A coordenadora-geral do Subcomitê Jequitibá e secretária de Meio Ambiente de Jequitibá, Poliana Valgas, comenta que Sete Lagoas é um dos municípios que mais polui o Rio das Velhas. “Após a região metropolitana de Belo Horizonte, Sete Lagoas é o município que mais polui o Rio das Velhas. O despejo irregular de esgoto e outros dejetos não é recente e, apesar dos esforços do Subcomitê jequitibá, é uma realidade ainda distante de ser melhorada. Temos trabalhado para executar projetos hidroambientais na região. A ETE de Sete Lagoas é importante ara toda a bacia do Jequitibá. Os municípios de Funilândia e Jequitibá recebem toda a carga poluidora de Sete Lagoas. A ETE vai melhorar a qualidade da água na região. É com grande preocupação que recebemos a notícia da paralisação das obras”, comenta.

O SAAE de Sete Lagoas foi procurado pela equipe de comunicação do CBH Rio das Velhas, mas não quis manifestar sobre a paralisação das obras.

O Subcomitê Ribeirão Jequitibá se reunirá na próxima terça-feira (25), na comunidade de Estiva, e um dos ponto da pauta será o esclarecimento por parte do SAAE de Sete Lagoas sobre a paralisação das obras da ETE.

A ETE de Sete Lagoas

A ETE está sendo construída na comunidade de Areias, após o bairro Tamanduá. Atualmente, Sete Lagoas tem 95% de cobertura de rede coletora de esgoto e 99% de rede de distribuição de água. O empreendimento será construído em uma área de 111.793 m² e terá uma única unidade para atender as duas bacias hidrográficas da sede do município. Haverá transposição de uma bacia para outra através de estação elevatória de esgoto bruto.

O empreendimento foi projetado para atender uma população de 227 mil habitantes, com o horizonte final para o ano de 2033, quando é estimada uma população de 298 mil habitantes em Sete Lagoas. O sistema de tratamento será constituído de tratamento preliminar, reatores UASB, filtros biológicos, decantadores e desidratação de lodo. A ETE é uma importante obra para a melhoria das condições sanitárias e ambientais do município e consequente melhoria da qualidade de vida da população.

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