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PCC incita prisão de líderes para entrar em presídios de MG

                              Presídio Dutra Ladeira no município de Riberião das Neves-MG

A principal estratégia utilizada pelo Primeiro Comando da Capital (PCC) para se tornar hegemônico no Triângulo Mineiro e no Alto Paranaíba é utilizar a prisão de membros da alta cúpula da facção para influenciar outros detentos a fazer parte do grupo. Os “batismos”, como são chamadas as novas adesões, têm ocorrido em praticamente todos os presídios da região, conforme os relatos de agentes penitenciários. Há denúncias, inclusive, de que líderes importantes do PCC estariam “forçando” suas prisões em Minas – ao cometerem crimes de menor potencial ofensivo – para entrar no sistema prisional do Estado.

A medida seria uma forma de multiplicar por conta própria a influência da facção fora de São Paulo, uma consequência também da política de transferência de líderes adotada pelo governo paulista.Em agosto do ano passado, Carlos Eduardo Romualdo, 33, foi preso em Uberaba, no Triângulo Mineiro. Conhecido como “Talismã”, ele é apontado como o segundo na lista de hierarquia do PCC e seria responsável por cuidar da logística do tráfico de armas da organização criminosa. Porém, o que chamou atenção foi o motivo de sua prisão na cidade: ele roubou celulares de pedestres do bairro Recreio dos Bandeirantes.

“Talismã”, conforme divulgado pela Polícia Civil na época, já tinha mandados de prisão em aberto por assalto e formação de quadrilha e era alvo de investigação por intermediar a execução de policiais civis e militares em São Paulo. O fato de um membro da alta cúpula do PCC estar roubando celulares em uma rua de Uberaba causou estranheza nos agentes da Penitenciária Professor Aluizio Ignácio de Oliveira, para onde foi conduzido. A suspeita de uma prisão “forçada” se fortaleceu após a postura adotada pelo detento na unidade.

A estratégia de atrair novos membros para a facção a partir do sistema prisional faz parte do histórico do PCC. A organização criminosa surgiu em 1993, após o massacre do Carandiru, em que 111 detentos foram assassinados pela Polícia Militar de São Paulo.

A proposta inicial e que se mantém ainda hoje é criar uma organização de proteção aos presos contra os abusos cometidos no sistema prisional. Hoje, em troca dessa proteção dentro de penitenciárias, bandidos contribuem para o grupo com uma porcentagem do que ganham em suas atividades criminosas. 15 mil novos seguidores foram atraídos no país pelo PCC em três anos.

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