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Prefeitura decreta férias forçadas nas escolas até 31 de março para evitar propagação do Coronavírus

Em reunião emergencial realizada na manhã deste domingo, 15, parte do secretariado e do Comitê de Operações Especiais da Saúde reuniram-se com o prefeito Duílio de Castro para discutir ações emergenciais a serem adotadas com o objetivo de evitar a propagação do novo Coronavírus no município. As escolas da rede municipal não terão aulas entre 17 a 31 de março.

“Nos reunimos em vídeoconferência, no último dia 13, realizada pelo Ministério da Saúde com a Organização Panamericana de Saúde e a Organização Mundial de Saúde. Também participaram as sociedades brasileiras de Pneumologia, Infectologia, Tisiologia,  Obstetrícia, Pediatria, Medicina Intensiva e membros da Fiocruz. A recomendação foi a de que antecipássemos ações no sentido de diminuir a viralização inicial, permitindo menores consequências”, afirma o secretário municipal de Saúde, Flávio Pimenta.

Cancelamento e adiamentos de eventos 

Entre as recomendações do Ministério da Saúde, estão o cancelamento ou adiamento de grandes eventos, sejam eles governamentais, esportivos, culturais, religiosos ou políticos, além da suspensão temporária das aulas e do turismo. Diante disso, a Prefeitura de Sete Lagoas criou uma comissão especial para acompanhar e criar ações de mitigação do vírus no município.

Entre as primeiras ações, foram definidos protocolos de atendimento para encaminhamento dos casos suspeitos, a antecipação das férias na rede pública de ensino de 17 a 31 de março, a flexibilização da carga horária na Secretaria Municipal de Educação e uma ampla campanha de conscientização da população para que, na medida do possível, mantenha o público de risco (idosos e pessoas com doenças auto-imunes) em isolamento domiciliar.

Um decreto será publicado nesta segunda-feira, 16, detalhando todas as medidas a serem adotadas, resguardando a segurança da população e dos agentes de saúde e estabelecendo critérios e procedimentos para lidar com os casos suspeitos da doença.

De acordo com o secretário, todas as medidas são fruto do aprendizado de outros países. “A China foi o primeiro país a identificar a doença e demoraram para entubar os pacientes. Já a Itália evitou restringir aglomerações e pagou caro por isso. Estamos em um momento em que já deixou de ser uma transmissão só de quem vem de fora. Já temos a contaminação local e acreditamos que o pico epidemiológico deve ocorrer em 45 dias”, prevê Flávio Pimenta.

Entre as recomendações à população, além da etiqueta respiratória (uso de máscaras em locais de muita aglomeração, inclusive para os agentes de saúde; apoiar o rosto no braço ao tossir ou espirrar; lavar as mãos com frequência; usar álcool-gel e evitar contatos físicos ao cumprimentar), estão o isolamento domiciliar de sete dias para quem chega de viagem internacional, independentemente do país, e também àqueles que tiveram algum contato físico com um caso suspeito. “Em 80% dos casos as pessoas saem curadas, e os outros 20% vão sofrer gravidade, necessitando de internação. Destes, 5% vão precisar de ventilação mecânica e a rede pública não tem esta estrutura, já que também lida com outras enfermidades, como dengue e outras doenças”, explica o secretário.

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