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Preso em Sete Lagoas empresário suspeito de torturar e manter namoradas em cárcere

Foi preso pela Polícia Civil, no fim da noite desta quarta-feira, 21, o empresário Luciano Sousa Fonseca, de 41 anos, em Sete Lagoas, após a Justiça autorizar sua prisão preventiva. O homem é acusado de agredir pelo menos sete ex-namoradas. 
 
As vítimas relatam que chegaram a apanhar com espetos de churrasco, celulares, levaram socos e tapas e eram agredidas até com gelo. Ao ser apresentado à imprensa na tarde desta quinta-feira, 22, ele negou todas as acusações.
As investigações contra o empresário do ramo de dedetização começaram em 2012, quando foi feita a primeira denúncia de agressão. De lá para cá, ao menos outras seis mulheres foram vítimas. Segundo a Polícia Civil, ele aproveitava a boa situação financeira que tem para atrair as mulheres, chegando a pagar jantares finos e presenteá-las com objetos caros.
Sua prisão preventiva foi decretada depois que uma das mulheres, uma secretária de 33 anos, contou que ficou em cárcere privado na casa dela entre os dias 12 e 15 de junho, sendo agredida física e psicologicamente pelo empresário. Ela relatou também que foi obrigada a manter relações sexuais com ele. No dia 18, domingo, ainda com marcas das agressões no rosto e braço, ela fez um desabafo nas redes sociais. Já era a segunda agressão que sofria do homem, mas preferiu não denunciar da primeira vez.

Depois da tortura, o carinho

Entre os crimes relatados pelas vítimas à Polícia Civil estão estupros, agressões com espetos de churrasco e tapas. Posteriormente, porém, o empresário se mostrava preocupado e carinhoso com as mulheres.
“Sem motivo, em um sábado, ele me agrediu verbalmente, com palavras chulas e com ofensas morais. No dia seguinte, se desculpou e, apaixonada, acredite nele. Pouco tempo depois, ele queria a senha do meu telefone. A partir daí tiveram início agressões com puxões de cabelo, empurrões e xingamentos, além de diversas relações sexuais forçadas. Fiquei refém dele na casa dele, e fui agredida o tempo todo”, contou uma técnica de enfermagem, de 35 anos.
“A equipe especializada de Atendimento à Mulher recebeu informações ao longo do inquérito e conseguiu localizá-lo. Inclusive o agressor estava em companhia de outra mulher”, detalhou a delegada Ana Paula Lamego Balbino, responsável pelo caso. Segundo Ana Paula Balbino, o acusado iniciava o relacionamento e, nos dois primeiros meses, tratava a mulher de forma gentil. A partir daí começavam as brigas e discussões por ciúmes. “Ele tratava as vítimas de forma cruel e praticava atos de tortura psicológica e moral, as mantendo em cárcere privado. Até violência sexual foi cometida, segundos as vítimas”, conta a delegada.
Com a identificação do empresário, a polícia acredita que novas vítimas podem surgir. Já são sete inquéritos abertos pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) contra ele. “Depois que teve a divulgação do caso, uma mulher nos procurou para denunciar uma nova agressão. Já são sete no total. Acreditamos que pode ter novas vítimas”, afirmou a delegada. As denúncias podem ser feitas pelo telefone 197 da Polícia Civil.

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