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Segundo PF, o vice-governador de Minas, Antônio Andrade participava da organização criminosa do PMDB

O vice-governador Antônio Andrade (PMDB-MG), o , foi citado pela Polícia Federal como um dos integrantes do “quadrilhão” do PMDB da Câmara.

O operador do esquema e doleiro,Lúcio Funaro afirma em sua delação premiada que Antônio Andrade, indicado por Temer ao Ministério da Agricultura do governo Dilma, pediu e recebeu 25 milhões de reais para favorecer as empresas do grupo JBS em 2014. O vice-governador mineiro também teria dividido com Temer e Cunha um repasse de 7 milhões de reais da empresa, operacionalizado por Funaro.

Antônio Andrade foi citado em planilhas da JBS, junto ao ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que apontam aproximadamente R$8 milhões em repasse. Os documentos foram entregues ao Ministério Publico Federal pelo executivo da JBS Ricardo Saud, preso junto com o empresário Joesley Batista, e que indicam que os valores foram transferidos em 2014, durante a campanha eleitoral por meio de contratos com escritórios de advocacia.

Toninho Andrade como é conhecido,  é presidente do PMDB em Minas, foi Ministro da Agricultura do governo Dilma, e era deputado federal quando se elegeu vice na chapa de Pimentel. Após a posse em 2015, Pimentel foi alvo da “operação Acrônimo”, e hoje é denunciado duas vezes pela Procuradoria-Geral da República.

Segundo Joesley Batista (JBS), enquanto era Ministro, Andrade foi responsável por apresentá-lo à Eduardo Cunha, segundo o dono da JBS, Cunha insinuou que que o empresário fazia pedidos ao Ministério muito difíceis de “faturar” em propina. Ai o clima esquentou. Toninho Andrade teve que apartar lá porque eu fiquei até chateado, disse Joesley. Depois disso, segundo a delação, Cunha e o empresário fizeram as pazes e acertaram propinas de R$7 milhões em troca de regulamentações feitas pelo Ministério da Agricultura, comandada por Toninho Andrade.

O dinheiro conforme a delação, foi depositado na conta de Lúcio Funaro, ligado à Cunha e que também está preso.

O vice-governador, Antônio Andrade, disse que “desconhece qualquer relação entre os referidos entes privados.” Ele confirma que esteve presente na reunião com Cunha e Joesley, mas garante que nada de irregular foi tratado no encontro. De acordo com Andrade não soube se eles voltaram a se reunir em outras ocasiões e muito menos o teor do que conversavam, segundo a nota.

 

O ” quadrilhão” do PMDB

A Polícia Federal concluiu na segunda-feira o inquérito que investiga o chamado “quadrilhão” do PMDB da Câmara. Em relatório encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF), os investigadores sustentam que deputados e ex-deputados do partido cometeram o crime de organização criminosa e, a partir dele, incorreram nos delitos de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, fraude em licitação e evasão de divisas, entre outros.

Segundo a PF, o “poder de decisão” no grupo, ou seja, de indicar cargos estratégicos na máquina federal e negociar propina, cabia ao presidente Michel Temer e ao ex-deputado federal e ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, preso em Curitiba. Também são citados na conclusão da investigação os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral da Presidência) e os ex-ministros Geddel Vieira Lima e Henrique Eduardo Alves.

Antes de entregar o cargo, o procurador geral da república, Rodrigo Janot concluirá o inquérito de denúncia contra Temer.

 

A conclusão do inquérito deve ser um dos elementos para subsidiar nova denúncia contra Temer, a ser apresentada pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ainda nesta semana – ele entrega o cargo na segunda-feira a Raquel Dodge.

Veja abaixo a estrutura da organização criminosa que PF diz existir no PMDB da Câmara e o que há contra cada um dos investigados.

 

Defesa

Em relação às conclusões que a PF enviou ao STF nesta segunda, a Secretaria de Imprensa da Presidência da República afirmou em nota que o “presidente Michel Temer não participou e nem participa de nenhuma quadrilha” ou de qualquer “estrutura com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagens indevidas em órgãos da administração pública”. “O presidente Temer lamenta que insinuações descabidas, com intuito de tentar denegrir a honra e a imagem pública, sejam vazadas à imprensa antes da devida apreciação pela Justiça.”

Também por meio de nota, “o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, informa que só irá se pronunciar quando e se houver acusação formal contra ele que mereça resposta”.

Moreira Franco também negou as acusações. “Jamais participei de qualquer grupo para a prática do ilícito. Repudio a suspeita. Responderei de forma conclusiva quando tiver acesso ao relatório do inquérito. Lamento que tenha que falar sobre o que ainda não conheço. Isto não é democrático.”

A defesa de Eduardo Cunha “nega de forma veemente todas as acusações e prestará os devidos esclarecimentos oportunamente.”

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