Ultimas Noticias
Página Inicial / GERAESTV / Após Justiça de MG negar recurso, menina de 9 anos é entregue à avó paterna

Após Justiça de MG negar recurso, menina de 9 anos é entregue à avó paterna

 O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu nesta quinta-feira (25) rejeitar o recurso impetrado pelos pais adotivos da menina Vivi, de nove anos, contra decisão que determinava que a guarda da criança volte para a avó paterna. O fato gerou a revolta de advogados e familiares.
Segundo Silvana do Monte Moreira, presidente da Comissão de Adoção do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFam) e que acompanhou todo o caso de perto, a decisão foi lastimável. “Foi péssima, a pior possível. Além disso, o tratamento dado aos advogados do caso foi lamentável”, opinou.
Ela criticou o comportamento da desembargadora Maria das Graças Silva Albergaria dos Santos Costa, da Vara de Infância e Juventude, que negou o recurso. “Foram três segundos que a desembargadora utilizou para dizer que conheceu os embargos e rejeitou o recurso.
“Foi uma coisa dantesca, não só pelo resultado, mas pelo aparente desconhecimento do caso. A desembargadora rasgou a Constituição e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente)”, completou a advogada. Conforme Silvana, a defesa ainda vai se reunir, mas é provável que o caso seja levado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou ao Superior Tribunal Federal (STF).
Carolina Alves Bella e o marido Manuel Luiz Bella se cadastraram no Sistema Nacional de Adoção em 2001 e, em 2014, receberam o telefonema do órgão informando que uma criança estaria disponível. Na época, segundo o casal, o promotor de Justiça explicou que Vivi estava morando em um abrigo e tinha um ambiente violento em casa, onde a mãe não teria condições de criá-la e que o pai teria assassinado o próprio pai dele, avô de Vivi.
A menina foi adotada pelo casal em 2015, quando tinha apenas dois anos. No mesmo ano, a avó paterna biológica pediu na Justiça a guarda da menina. Em dezembro de 2020, a idosa ganhou o direito à guarda em segunda instância. E, agora, o recurso impetrado pelos pais foi negado.

Sobre admin

Você pode Gostar de:

SITUAÇÃO DRAMÁTICA – Sete Lagoas chega a 100% de ocupação nas UTI’s

A rede de saúde do município de Sete Lagoas que trata de pacientes acometidos com …

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dezesseis − 15 =